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terça-feira, 12 de março de 2013

Blade Runner



Esses dias eu revi esse filme incrível e não pude deixar de comentar minha opinião; a única dentre as centenas que possivelmente esta obra pode ter. Começando pelo geral: um filme mal feito, obviamente. Mas estamos falando de produção, não de enredo. Se for por enredo, este filme é uma obra de arte criada por uma mente incrivelmente filosófica e enigmática.
Mostrado nessa película um mundo pós-apocalíptico, destruído e "reconstruído" por seus próprios habitantes, depois da Terra ter dado tanto e nunca restribuída, uma hora acaba, não?
Vendo precisamente os lados cruciais desse filme, ele tenta explicar em cada pista o que o homem é em si e como deve aceitar e como nunca poderá fugir de suas consequências, do próprio jeito de ser e existir. Até os chamados "replicantes" fazem parte deste círculo, mesmo criados artificialmente, são uma cópia tão perfeita do Homem que é impossível excluí-los deste vínculo pois terão o mesmo fim supérfluo.
O próprio Caçador de Andróides é o mistério central: de onde ele veio? Como começou neste ramo? O que levou a isso?
Talvez a ideia de colocar Deckard como um ser humano longe de ser perfeito, mas necessário para tais missões, fosse além do que realmente achamos que seja, do que achamos que é.
O filme traz pistas sobre este mistério. A vida, de acordo com ele, é imperfeita e até grotesca, mas trabalhando junta se torna funcional e até suportável, fazendo o mundo girar. Deckard é exemplo disso e cabe a nós, quem assiste ao filme, descobrir quem este homem é de verdade para suportar tudo o que é lhe proporcionado, muitas vezes contra sua própria vontade, como um escravo até. Bom, os replicantes não eram usados de forma controlada, além de suas próprias vontades?
Na mente do brilhante Ridley Scott, baseado num pequeno conto futurista, um cenário com seus próprios dilemas, personagens incertos e todo um drama filosófico veio até nós para fazer-nos refletir em como o homem devia olhar para si mesmo e saber se ele é aquilo que realmente sonhou em ser e se foi capaz de construir, senão, aceitar o que lhe foi dado.
Pode ter efeitos e cenografia bastante pobres, mas a obra em si já é de encher os olhos, vale a pena voltar ao futuro.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Amor é Tudo o que Você Precisa




Olá. Eu fui hoje na estreia do filme Den skaldede frisør, ou Love Is All You Need (em pt. "Amor é Tudo o que Você Precisa"), dirigido pela ganhadora do Oscar Susanne Bier.
Rodado na Dinamarca e algumas cenas an Itália, o filme conta a história de uma mulher , frágil pelo câncer, que descobre que a vida pode sorrir mais de mil vezes, ao lado da pessoa que realmente gosta.
A história é muito bonita, ganha pelas atuações dos atores princais e pelos repentinos sustos que conseguimos levar entre algumas cenas. Mas o foco de tudo é a personagem principal, você se apaixona por ela, pelo jeito dela, mesmo sofrendo, ela quer ser feliz, só não sabe ainda como.
Os detalhes técnicos: roteiro simples, alguns imprevistos, fotografia belíssima dos mares italianos e figurino e arte cênica não muito impressionantes. Em todo, é um filme pequeno, fez pouco sucesso lá fora mas eu achei divertido, achei doce e meigo e as atuações de Trine Dyrholm, atriz muito conhecida na Dinamarca, e Pierce Brosnan, antigo 007, se adaptando ao cinema pequeno, sem grandes plataformas e sem armas para trabalhar.
Indico para os apaixonados e solitários e viva o espírito livre do amor.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Os Miseráveis



Vive la Révolution!!! Pera, pera, viva para o filme, né?? Haha.. Bom, falando um pouco mais sério, eu não ia escrever este texto pois já estou com bastante conteúdo divulgado, mas não poderia passar este último personagem da grande cota de filmes bons que estão em cartaz desde janeiro. Deixe este por último para conter a ansiedade e ver o filme diretamente no cinema, o que infelizmente não fiz com 'Lincoln' e 'Django Livre'. Les Misérables, como eu gosto de chamar em seu nome original, é uma história emocionante, na verdade um pequeno pedaço criado pelo brilhante escritor francês Victor Hugo tentando abordar numa peça alguns dos pontos mais importantes que circundaram a Revolução Francesa. Amor, ódio, ambição, coragem, compaixão, vingança, segredos, almas que lutam pelo bem maior, uma França alva, sagaz e impávida, governada pelo povo que luta mesmo em sua minoria e grita em cada alma o velho lema de sua Cruzada: Égalité, Liberté, Fraternité. Eu mesmo fiquei encantado com cada ato, cena, verso e canção produzida por vozes distintas e perpétuas que juntas quebram todas as barreiras, criadas por aqueles que tentam suprimir suas vontades e necessidades, necessidades pelo bem comum. "Les Misérables" é uma história de paixão e coração, onde cada parte gira em torno de uma só pessoa contando seus temores e imaginando como seria uma vida sem torturas e mágoas; imaginar era a mínima esperança que tinham.... Trilha sonora impecável, músicas lindíssimas, fotografia esplêndida, roteiro organizado e direção competente do vencedor do Oscar por 'O Discurso do Rei', Tom Hooper. Vocês podem ficar meio desconfortados com a trilha/roteiro do filme, pois tudo que eles falam é cantado, um tipo meio peculiar entre os musicais, nunca vi um igual. A história não nos envolve tanto, mas nos emociona muito pelos sofrimentos de cada um, desde o drama da pequena Colette até o ódio do inspetor Javert, que é a figura do absoluto poder controlador. Hugh Jackman está incrível como Jean Valjean, Anne Hathaway impecável como a sofrida Fantine, onde sua atuação com absoluta certeza vai conquistar o prêmio da Academia de Melhor Coadjuvante. Indico a todos que gostam de arte dramática e musicais, mas se você não é muito fã aguarde e alugue, mas não deixe de assistir esta belíssima história de sangue e união, vermelho e preto, num só coração.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Star Wars VII - directed by: J.J. Abrams

Estou muito triste em saber que J.J. Abrams vai dirigir o novo episódio de Star Wars. Depois do ligeiro fracasso de Star Trek de 2009, agora ele vem para tentar refazer o belo trabalho de George Lucas e dar um novo rumo à famosa série de ficção científica. A Disney já se precipitou demais em decidir criar mais três faces da grande história do nosso querido Darth Vader, mas o grande mistério é exatamente esse: quem substituirá o famoso vilão na nova era intergaláctica? Resta esperar os preparativos começarem para sabermos mais, né?!

#ConhecendoMais: Jeffrey Jacob Abrams (NY, 27 de junho de 1966) é um escritor, diretor e produtor de cinema e televisão dos EUA. Ele escreveu e produziu vários filmes antes de co-criar a série de televisão "Felicity". Após isso, ele criou e colaborou como produtor executivo as séries "Alias", "Lost", "Undercovers" e "Alcatraz", e seus maiores sucessos no cinema são "Missão Impossível III", "Star Trek", "Super 8" e "Star Trek Into Darkness", com lançamento previsto para maio de 2013.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Lincoln

Ok, vamos lá. Eu fui ver Lincoln hoje, dia da estreia e confesso que fiquei em dúvida com algumas partes. Primeiro de tudo o tempo em geral. Apesar da alta duração, a história foi focada em maior parte numa única face do período histórico, o que eu frequentemente critico nos filmes biográficos: ou eles contam um só fato ou todos ao mesmo tempo num percurso muitíssimo curto e desgraçado. No caso de "Lincoln", foi narrado tão rapidamente que torna-se imperceptível a nossos olhos, um verdadeiro filme que merecia muitos minutos a mais de duração.
Olhando por um lado melhor: pelo menos o filme uniu de modo satisfatório a Guerra Civil, a Abolição da Escravatura o assassinato do presidente em ótima forma, foi o que mais fiquei feliz. Eu realmente tenho medo em assistir filmes biográficos, a maioria é um desastre.
Contudo, algo ainda me incomoda no enredo que foi passado para este filme, deveria ter sido mostrado com mais detalhes num período mais longo, um ponto negativo dos roteiristas. Em resumo, o que prejudicou foi o tempo, mesmo tendo 2 horas de duração, faltou muita coisa sim, ainda com uma produção competente, direção certa e concentrada de Steven Spielberg, tentando catar mais algumas migalhas enquanto sobrevive, fotografia esplêndida e infelizmente perde em roteiro, tirando os discursos do presidente em público e em gabinete, e no pequeno toque de efeitos especiais, fora isso um maravilhoso filme retratante de um dos maiores presidentes dos Estados Unidos e da história do mundo, porém é mais uma tentativa em vão em mostrar como o verdadeiro Abraham Lincoln era, um fato triste que vemos.
Daniel Day-Lewis incorporou impressionantemente o antigo presidente e com certeza é uma grande chance para o segundo maior prêmio da Academia; a maravilhosa Sally Field volta num trabalho conceituado e de grande porte depois do pequeno ponta em "O Espetacular Homem-Aranha" e na produção, Spielberg e sua velha colaboradora Katheleen Kennedy se unem para apresentar para o público uma história tocante, desafiadora e humana que todos deviam prestar atenção e se perguntar: todos nós somos iguais à face da vida?
Ahh, outra coisa: notem que quando encerra a votação da Emenda, a câmera não mostra o resultado final, ela foca no presidente no gabinete com seu filho, um toque de S.S., criar um suspense antes do granfinale, esplêndido....

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Cloud Atlas - "A Viagem"

Ok, gente aí vai minha primeira crítica oficial deste blog. Já está em cartaz há uma semana no Brasil e mais de 3 meses pelo mundo, e infelizmente injustiçado em bilheteria. Estou falando de "A Viagem", a nova aventura criada pelos super-futuristas-imaginários irmãos Wachowski, criadores da série Matrix. Na nova história, pouco mais complexa do que o costume, mostra a vida de 12 pessoas no passado, presente e futuro, com relances e motivações mostradas de uma forma quase clichê do mistério mais ofusco da vida: a própria morte. Clichê por ser usada mais uma vez para tentar entender seu significado e motivo. Só que desta vez, achei a mais realista que já vi, a mais tolerável e transparente forma de entendimento e ensinamento sobre ela. O filme não tem uma linha cronológica certa em sua edição, a todo momento mostra uma cena do séc. XIX e depois uma no futuro de 2144, indicando que cada ator/personagem tem uma vida nesta e em um futuro distante ou um passado próximo. Os maiores ensinamentos que pude entender é que a vida não termina apenas pela morte, a morte é uma porta que abre para um mundo novo, somente, que sempre temos visões ou que quando refletimos sobre nós mesmos, uma espécie de dèjá vu emerge das sombras e nos mostra a janela para a alma, onde está todo o mistério da vida hoje, amanhã e sempre; e que a cada novo crime reflete na construção de um novo futuro, resplandecido nesse acontecimento, pois um simples ato pode mudar tudo. É realmente muito complexo, não se assustem. Eu tinha certeza de muitas coisas nos 5 primeiros minutos de filme; a comédia está centrada mais para o final, a sensação de conflito e apreensçao toma conta o tempo todo, vocês vão odiar muitos personagens e atos mas também vão se emocionar quase todo o período, o filme é muito forte sim, a violência, o romance e os conflitos de ideais são dramáticos e a mentalização é incrível, não é para qualquer um, é preciso prestar atenção. Roteiro e maquiagem são os pontos altos, efeitos especiais fantásticos, em resumo o filme todo é muito bom, eu achei, e odiei quando vi pessoas na sala deixando a sessão por serem desligadas demais para não entender a história, sendo que logo nos 25 minutos iniciais, você já consegue compreender muita coisa. Indico com certeza, para assistir uma ou duas vezes e com certeza foi o mais injustiçado dos filmes lançados pois não está concorrendo a quase nada, muito menos ao prêmio da Academia, só tem idiotas nessas instituições, sinceramente.... O mundo reflete em si mesmo e a vida é sua projeção, mas infelizmente estamos todos vulneráveis às suas vontades pois carne fraca quem come é o forte.

Com Tom Hanks, Halle Berry, Jim Broadbent, Hugo Weaving, Jim Strugess, Doona Bae, Ben Whishaw, James D'Arcy, Zhou Xun, Keith David, Susan Sarandon e Hugh Grant. 172 min.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Olá, Muito Bem, Obrigado..

Hi, guys. Bom, estou meio nervoso, confesso, em escrever esse texto e criar este blog. Primeiro de tudo, não quis fazer isso, algumas pessoas insistiram depois que leram mais uma crítica que fiz anexada ao facebook. A ideia de criar este blog é antiga sim, mas a vontade de fazer ficou engavetada por simplesmente não está muito íntimo à ideia central, poxa, criar um blog de cinema e livros para que qualquer pessoa possa ler é de certo modo assombroso para mim, que nunca teve contato com o mundo quase-profissional. Enfim, este blog é para eu dizer o que eu realmente achei sobre filmes recém-lançados, livros publicados, não contando a história, dando minha crítica apenas. Se influenciar qualquer um sobre tal filme ou livro, que chegue a ponto de não querer se interessar, o problema é de cada, mas claro não vou fazer isso, não sou o demônio para maltratar todas as obras feitas. Além disso tudo, uma coisa que resolvi experimentar: nós dois vamos conversar sobre outros assuntos também como música, pintura, dança, teatro... ahh, se quiser também vida cotidiana, psicologia, sexo, dinheiro, em resumo, este blog é um livro aberto onde todos podem opinar e comentar (só não me xinguem hehe). Bom, é isso, boa sessão, boa leitura e "boas lonjuras".....